Teste
da orelhinha alerta para problemas auditivos em
recém-nascidos
Por Silvia Rafael - Especial |
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O exame consiste na colocação de microfone-sonda
na orelha, que acoplado ao computador, emite sons
de fraca intensidade, registrando as respostas da
orelha interna do bebê - FOTO Silvia Rafael
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O teste
da orelhinha chegou ao Brasil há cerca de 10
anos e possibilita o diagnóstico precoce da perda
auditiva. Por força de lei alguns municípios
oferecem o exame pelo Sistema Único de Saúde
- SUS. Em Santa Rita do Sapucaí o serviço
é oferecido em clínica particular.
Toda criança ao nascer tem o direito, por lei,
de fazer o teste do pezinho. O exame é conquista
da população para a detecção
precoce de doenças como a fenilcetonúria
e o hipotireoidismo congênito, doenças
que deixam seqüelas neurológicas irreversíveis
se não forem diagnosticadas rapidamente. |
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Outra doença tão importante quanto
as citadas anteriores é a deficiência
auditiva. Os problemas auditivos são mais freqüentes
do que muitas pessoas imaginam. A proporção
é de 15 vezes mais freqüente que a fenilcetonúria
e 10 vezes mais comum que o hipotireoidismo congênito.
Quando há demora no diagnóstico das
deficiências auditivas a criança pode
desenvolver dificuldades de aprendizado que comprometerão
o futuro social e também profissional.
Segundo o médico otorrinolaringologista, André
Luiz Gonçalves a deficiência auditiva
do recém-nascido pode ter várias causas:
congênita, ou seja, já nasce com a criança,
tem caráter genético, ou adquirida devido
à alguma doença da mãe durante
a gravidez como por exemplo a rubéola. Ou ainda
por falta de oxigenação da criança
durante o parto, crianças prematuras, crianças
de baixo peso, internações prolongadas
em UTI neonatal, permanência em incubadora por
mais de sete dias e muitas outras. “Essas crianças
apresentam risco muito maior de desenvolver uma deficiência
auditiva. Mas não apenas crianças de
risco devem ser submetidas ao exame, mas todos os
recém-nascidos. É a chamada triagem
auditiva neonatal”, explica.
O teste é feito com um aparelho chamado de
otoemissões acústicas, é indolor,
não necessita anestesia ou sedação,
dura aproximadamente 10 minutos e geralmente é
feito com a criança dormindo. Deve ser realizado
em todos recém-nascidos, a partir do quinto
dia de vida. O teste da orelhinha consiste na colocação
de um fone acoplado a um computador na orelha do bebê
que emite sons de fraca intensidade e recolhe as respostas
que o ouvido interno do bebê produz. O resultado
sai na hora. “Se está normal, passa no
teste, está liberada. Se for de risco, mesmo
que o primeiro exame deu que passou, por segurança
um mês depois repete para confirmar. Se for
criança fora do grupo de risco pode ocorrer
surdez de causa genética, o exame pega também.
Se der alterado temos outros exames para fazer até
chegar a conclusão de que realmente não
escuta”, diz André.
Mas por que fazer esse teste tão cedo? De acordo
com o otorrino é dos seis meses aos dois anos
de idade o período fundamental para a criança
desenvolver a linguagem. Se deixar para fazer o diagnóstico
aos dois ou três anos de idade como tem ocorrido
atualmente no Brasil, já se perdeu a oportunidade
de reabilitar essa criança.
“Para se ter uma idéia da importância
do diagnóstico precoce, aos seis meses de vida
já está indicado o início da
reabilitação da criança através
dos “aparelhos auditivos”. Assim, aumentam
as chances da criança desenvolver uma linguagem
mais próxima do normal e de inseri-la no convívio
da sociedade. Por essas razões otorrinolaringologistas,
fonoaudiólogos e pediatras devem se preocupar
com o diagnóstico precoce. O pediatra tem um
papel de destaque na indicação do exame,
pois suas orientações são valorizadas
pelos pais”, relata André.
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Fonte
Jornal O Vale da Eletrônica - edição
730 - 07 de julho de 2010 |
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Fonte:

- jornalvale@yahoo.com.br |