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PlastMG, localizada no Condomínio Municipal de
Empresas Ruy Brandão, é uma das divisões
da Plastcor do Brasil, sediada na cidade de Limeira/SP,
fabricante de equipamentos de proteção
individual – EPI e equipamentos voltados a área
de Sinalização e Segurança. A matriz
Plastcor já convive com um trabalho similar voltado
a responsabilidade social há seis meses, projeto
este em parceria com o centro de profissionalização
da Apae de Limeira. Aqui no Vale da Eletrônica
a idéia surgiu há pouco mais de dois meses
com a visita do gestor da PlastMG, Ralph Oliveira, no
setor Profissionalizante. “A parceria veio agregar
com o objetivo do programa do Núcleo profissionalizante
da Apae”, explica a coordenadora Daniele Carletti.
Setor profissionalizante
A sala da oficina empresa é um espaço
que seguiu os padrões das cores da empresa PlastMG.
É composta por uma bancada para produção,
quadro de aviso, relógio de ponto, palhetes,
instruções de trabalho e demais acessórios.
Uma profissional da Apae realizou um treinamento dentro
da empresa para coordenar a sala dos futuros profissionais.
De acordo com o gestor Ralph, foi feito um estudo avaliando
qual processo se adequaria à realidade destes
alunos. “Diariamente chegarão na Apae os
materiais necessários para o processo de embalagem.
Os profissionais concluirão e encaminharão
o produto final embalado ao nosso centro de distribuição”,
relata Ralph. O processo de embalagem dentro da Apae
trará benefícios tanto para a PlastMG
quanto à Apae. “A parte social vai proporcionar
a esses profissionais, o primeiro passo de sua carreira,
para que futuramente possamos contratá-los para
atuarem como trabalhadores registrados. Desta forma
conseguiremos escoar nosso processo de embalagem, que
é gargalo na empresa”.
Responsabilidade social
Para Ralph a inclusão de pessoas com necessidades
especiais é certeza de qualidade e contribuição
humanitária. “Eles têm maior nível
de concentração, por isso acreditamos
que iremos ganhar em qualidade e velocidade de processo.
A parte social é uma conquista, o ser humano
poder contribuir para com outro. É uma conquista
também para empresa, pois esses profissionais
conseguem realizar exímios trabalhos de concentração
e disciplina”, destaca. Ralph acrescenta que há
mercado para essa clientela, porém é necessário
oferecer condições adequadas. “Os
alunos têm capacidade de serem inseridos no mercado
de trabalho, só que devem ser profissionalizados
com ferramentas especiais, e a Apae busca utilizar essas
ferramentas especiais para capacitá-los e prepará-los”.
Daniele já ressalta que o contato com a pessoa
com deficiência no ambiente de trabalho desmistificará
a visão distorcida que se tem da pessoa com deficiência,
pois antes da deficiência este é uma pessoa
com interesses, necessidades e valores. “Isso
fará com que a empresa se aproxime mais da realidade
do aluno”.
A oficina empresa entrou em operação após
a inauguração. De acordo com a responsável
pelo PCP da PlastMG, Juliana Mara de Carvalho para o
primeiro dia foi fornecido 1.200 filtros. “Planejamos
para eles conhecerem os produtos, que são sete
tipos de filtro e três de respiradores. Vamos
trazer aos poucos para se adequarem para depois produzir
tudo de uma vez”. Serão duas turmas de
dez aprendizes, uma de manhã e outra a tarde,
intercalado com o estudo, durante o horário escolar.
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