| Cônego
Vonilton abençoa a Câmara Municipal
na primeira Reunião do ano |
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FOTO ACERVO ASCOM INATEL
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Ao contrário
do que se vê no noticiário nacional, sobre
os trotes de desrespeito, de agressões físicas
e morais aos alunos novatos nas faculdades, o primeiro
dia de aula nas três principais instituições
de ensino profissionalizante de Santa Rita do Sapucaí
é de bom exemplo. Nada de trote humilhante. A
recepção aos calouros é de carinho,
respeito e desenvolvimento humanitário. Ações
que trabalham a responsabilidade como ser humano para
construir uma sociedade melhor. Os diretores disseram
que os trotes são proibidos. |
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Instituição de cursos na área de
exatas, o Instituto Nacional de Telecomunicações,
o INATEL, há sete anos adota filosofia diferenciada
na recepção de futuros engenheiros. “Toda
pessoa que chega numa instituição, ela
no fundo quer carinho. E tem duas formas de dedicar
carinho: positivo ou negativo. Carinho negativo é
da violência, da brincadeira que não cabe,
do desrespeito. O positivo é mostrar para ela
o que a escola tem de bem, o que pode fazer para ajudar
os colegas, a comunidade. E no Inatel, recebemos esses
novos alunos, trabalhamos com eles a integração
através de informações, de desenvolvimento
pessoal e de atividades esportivas. E propõe
junto com os alunos veteranos, atividade que agregue
valor a comunidade onde estão iniciando”,
explica o diretor do Inatel, professor Wander Wilson
Chaves.
Dentre as atividades que os alunos já fizeram
foram a doação de sangue em 2009 e esse
ano a de medula óssea. “Estamos felizes
com os resultados desse trabalho de receber os novos
alunos com carinho positivo e não com carinho
negativo”, relata Wander. A finalidade destaca
o diretor “primeiro a integração.
Mostrar ao aluno que como indivíduo, pode colaborar
com a comunidade que ele está começando
a participar. E em terceiro uma reflexão de que
essa recepção é de carinho positivo
e que não precisa nada dos carinhos negativos
de falta de respeito que existe em muitos locais”.
De acordo com Wander caso ocorrer algum exagero de algum
aluno antigo para com alunos novos “se denunciado
nós abrimos imediatamente uma comissão
de inquéritos para aplicar o regimento”.
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FOTO ACERVO ASCOM FAI e ETE
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Formadora
de profissionais da educação e informática,
a Faculdade de Administração e Informática
– FAI adota o trote da cidadania. Desde 2004 aderiu
ao tema da Organização das Nações
Unidas, a ONU, “Os 8 jeitos de mudar o mundo para
o milênio”. “Baseado nesses “8
jeitos” trabalhamos com os alunos iniciantes algumas
ações voltadas para o social. |
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Na Fai há mais
de 10 anos está desarticulado aquele trote antigo”,
ressalta o diretor da Fai, professor Aldo Ambrósio
Morelli. O trote da cidadania é realizado durante
uma semana em que os alunos fazem atividades acompanhadas
por funcionários e professores pelas ruas da
cidade. “Cada equipe, normalmente são oito,
e cada uma trabalha um dos temas dos “8 jeitos”
com algumas tarefas e se pontua ao longo dessa semana.
E termina com a macarronada solidária. Os novatos
vendem para os veteranos [o ingresso], e reverte em
dinheiro que vai também somar pontos ao final
da gincana. Depois dessa primeira semana todos os alunos
estão integrados”.
A finalidade do trote da cidadania é arrecadar
alimentos, livros infantis, dinheiro e reverter para
as instituições de assistência social
do município. “É reverter ação
que antes era extremamente violenta, ação
que não conduzia a nada para nova ação
de caráter social, integrando o aluno dentro
do ambiente acadêmico, mas também chamando
a atenção dele da responsabilidade como
ser humano para construir uma sociedade melhor”,
enfatiza Aldo.
Dedicada na qualificação de técnicos,
a Escola Técnica de Eletrônica “Francisco
Moreira da Costa”, realizou dia de convivência
com brincadeiras, jogos, com todos alunos, professores
e funcionários para início do ano letivo.
“No primeiro dia foi apresentação
da escola e da pedagogia aos novatos. Fizemos no segundo
dia dinâmica de entrosamento no ginásio
municipal. Participamos tranqüilamente. Creio que
todos ficaram contentes que seja assim”, conta
o diretor de formação cristã e
comunitária da ETE-FMC, padre Ramón de
la Cigoña. “Temos que respeitar as pessoas.
Porque uma pessoa entra numa instituição
que os que já estão nela podem desrespeita-lo.
Não valorizamos o trote nem dentro e nem ao redor
da escola. Os alunos foram motivados a não participar
e não fazer o trote”, completa Ramón.
De acordo com Ramón a escola técnica forma
profissionais e também em excelência humana.
Desde 2009 adotou como parte do currículo escolar
ações sociais e surgiu a proposta de contabilizar
as horas dedicadas em atividades de voluntariado no
grêmio estudantil, monitoria, esportes, teatro,
coral e outras. “Os jovens participam ou não,
dependem deles. E essa participação é
contabilizada em quatro itens de formação:
humana, liderança, social e espiritualidade e
mística. E depois dos três anos quando
se forma e retira o seu diploma profissional retira
também o diploma de voluntariado”.
Para concluir se o início das aulas não
tem atos que desrespeitem o ser humano, o capitão
da 114ª Cia da PM Júlio César Campos
afirma não ter ocorrência de trote. “Não
tivemos nenhuma informação de trote que
teria ocorrido de forma arbitraria, esses trotes absurdos
que temos visto na imprensa. Aqui não tivemos
esse tipo de registro”. “Foi tranqüilo
sim, temos conhecimento que as faculdades realizam trotes
da cidadania. São trotes que não visam
menosprezar a pessoa, tratar desumanamente. Não
temos tido problemas nesse sentido”. |
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Fonte
Jornal O Vale da Eletrônica - edição
714 - 13 de março de 2010 |
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Fonte:

- jornalvale@yahoo.com.br |