Plano
diretor é alvo de críticas
Por Silvia Rafael - Especial |
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Prefeito Paulo da Silva intermediou as discussões
sobre o plano diretor que foi retirado da pauta de
votação da Câmara
FOTO Silvia Rafael
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Na última
segunda-feira, 7 de dezembro, o prefeito Paulo Cândido
da Silva conduziu a reunião que abriu para novas
discussões do Plano Diretor Participativo. Alguns
setores da sociedade pedem revisão do documento,
consideram arbitrário e não atende os
anseios da cidade.
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Alguns dos presentes na reunião que
levantou críticas ao plano diretor
FOTO Silvia Rafael |
A sala de vídeo
conferência do CVT ficou cheia e o clima de embate
reinou entre alguns que discordavam do plano diretor
com o coordenador do Núcleo de Estudos, Planejamento
Ambiental e Geomática – Nepa da Universidade
Federal de Itajubá – Unifei, professor
Francisco Dupas. Cerca de 18 pessoas representando alguns
setores da cidade, autoridades municipais e a imprensa
local estiveram presentes. |
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Debate acalorado
Foram mais de duas horas e meia de bate e rebate sobre
o plano diretor com o coordenador do Nepa, professor
Dupas com os representantes de diversos setores. Convidado
pelo prefeito a explicar como foi feito o plano diretor,
Dupas disse: “São previstas nas leis
todo o trâmite que tem que cumprir e cumprimos,
gastamos com propaganda. Tem toda documentação
que foi entregue para a Prefeitura”. De acordo
com o professor o trabalho foi feito e sofre embargos
por causa de interesses. “Quando a gente mexe
com o espaço, urbano e rural, mexe com interesses”.
O prefeito puxou o primeiro questionamento se há
possibilidade de rever o plano. Em seguida o santarritense
Giovanni Perrotta investidor na cidade achou que o
plano não foi feito numa versão técnica.
Já o empresário Alex Alckmin discorda
do professor no conceito de plano diretor. “Não
podemos usar o que é usado no Brasil inteiro
em lugar de terra plana, uma cidade que está
entre um morro e rio. São conceitos locais
que não foram levados em consideração”.
Paulo cessava as vezes a discussão para poupar
o convidado pois como disse Dupas não inventou
nada, são leis. O professor explicava o questionamento,
mas era interrompido por discordâncias dos presentes.
O presidente da Câmara, Magno Magalhães
interferiu: “O plano diretor tem que estar adequado
a realidade. Para isso não é estar adequado
aos interesses de cada um dos 38 mil habitantes de
Santa Rita, é impossível. Vamos tentar
consenso”. O industriário Ricardo Rennó
considera parte do plano diretor autoritário.
“A partir do artigo 110, é uma legislação
evidentemente venezuelana”.
A solução
Severini propôs contatar os representantes da
sociedade, dividir em comissões para avaliar
partes ou em todo o plano diretor para chegar numa
proposta. “O prefeito conduz o levantamento
das sugestões, num plano parecido com esse,
os grupos chegam a um ponto legal e submete ao senhor
[professor]”. Dupas achou melhor ficar de fora.
“Porque o embate não vai ser construtivo.
Prefiro que contratasse outra equipe para deixar vocês
a vontade para montar o plano que quiserem”.
Para o prefeito tinha que sair dali com uma data para
outra reunião com as entidades de todo o município
e a Prefeitura vai convocar. Sobre a realização
da reunião falou aos presentes. “A reunião
foi excelente, todos falaram o que tinha que falar,
bem ou mau, agora vamos para frente para resolver
o problema que existe hoje”.
O prazo é 60 dias para entregar a versão
completa do plano e a próxima reunião
será na terça-feira, 15 de dezembro,
às 9h no Auditório da ETE.
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Fonte
Jornal O Vale da Eletrônica - edição
703 - 12 de dezembro de 2009 |
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Fonte:

- jornalvale@yahoo.com.br |