| Recursos
liberados pelo governador Aécio Neves serão
aplicados para evitar novas
enchentes na região dos municípios
de Itajubá, Santa Rita do Sapucaí
e Pouso Alegre - Fotos
Omar Freire |
|
|
|
|
| |

Prefeito Ronaldo Carvalho, deputado estadual Carlos
Mosconi, diretor-presidente da Copasa, Márcio
Nunes, governador Aécio Neves, deputado federal
Bilac Pinto, deputado estadual Dalmo Ribeiro e prefeito
de Itajubá Benedito Pereira dos Santos no Palácio
da Liberdade em Belo Horizonte |
O governador Aécio Neves
autorizou, nesta quarta-feira (20/06), a Companhia de
Saneamento de Minas Gerais (Copasa) a investir R$ 300
milhões na construção de moderno
sistema de contenção de enchentes no Sul
do Estado. O objetivo é acabar com os desastres
que afetam há cerca de 100 anos as populações
de Itajubá, Santa Rita do Sapucaí e Pouso
Alegre durante os períodos de grandes chuvas. Segundo
o governador, a dimensão da obra e o caráter
preventivo justicaram a prioridade dada dentro do cronograma
de ações do Governo de Minas e da Copasa. |
| |
|
| |
“Resolvi priorizar a execução
dessa obra pela sua enorme dimensão. E estamos
falando de uma das regiões mais produtivas de Minas
e que merece, por parte do Estado, toda e absoluta atenção
não apenas nos discursos, mas nas nossas ações.
Não são poucos os recursos, são R$
300 milhões. Isso demandou uma ação
estratégica, interna, dentro da empresa, para que
não houvesse prejuízo de outros programas,
de outros projetos que estão em execução”,
afirmou Aécio Neves, em seu pronunciamento. |
| |
|
| |

Acervo Copasa - Mapa da região
|
| |
|
| |
Com o investimento, a Copasa construirá
três barramentos – grandes reservatórios
com capacidade de armazenar mais de 340 bilhões
de litros de água - nos rios Sapucaí, Lourenço
Velho e Vargem Grande. Ao contrário das barragens,
nos barramentos, os reservatórios ficarão
vazios a maior parte do tempo e, durante os períodos
de chuvas intensas, a água ficará acumulada
nesses piscinões por no máximo 15 dias.
Isso acaba com os riscos de danos à vegetação
permanente das encostas e permite o uso das áreas
para outras atividades.
A previsão da Copasa para conclusão das
obras é o fim de 2010. Com a autorização
do governador Aécio Neves, a empresa dará
início ao processo de licenciamento ambiental para
a construção dos barramentos. |
| |
|
| |

Aécio Neves assina a autorização
de investimento à Copasa |
“Estabeleci com as lideranças
locais e com a Copasa - agora temos condições
de fazer um investimento desse vulto - a priorização
desses três barramentos que não atingem,
não trazem efeito ambientais tão grandes
como as barragens porque grande parte do tempo a barragem
está ali, mas o fluxo é normal, ela fica
aberta, não há necessidade de alagamento
das áreas do entorno que só ocorre quando
das cheias”, destacou o governador, em entrevista.
|
| |
|
| |

Local de barramento - Acervo Copasa |
Tecnologia de segurança
O projeto também prevê a adoção
de modernas tecnologias de segurança. Sistemas
eletrônicos e automáticos de controle irão
verificar, em tempo real, o nível das chuvas nas
cabeceiras dos rios e ainda os níveis das águas
do Rio Sapucaí em Itajubá e Santa Rita do
Sapucaí. As comportas dos barramentos serão
automaticamente fechadas sempre que necessário,
evitando as enchentes. |
| |
|
| |
“Não é apenas a estrutura
de concreto que lá vai estar. Estamos falando de
novas tecnologias, de tecnologias que permitirão
a detectação automática do volume
das chuvas e, a partir daí, se aciona, eventualmente,
a abertura das comportas. Portanto, um instrumento dos
mais avançados existentes no mercado, inclusive,
internacional estarão à disposição
da população daquela região”,
disse Aécio Neves. |
| |
|
| |

Montagem do barramento - Acervo Copasa |
Obras
Uma dos barramentos será instalada no Rio Sapucaí,
entre os municípios de Itajubá e Wenceslau
Brás, com 260 metros de comprimento e 34 metros
de altura. O segundo, construído entre os municípios
de Itajubá e Maria da Fé, terá 400
metros de comprimento e 21 metros de altura, acumulando
águas do Rio Lourenço Velho. |
| |
|
| |
O terceiro e também o maior barramento
será instalada em Santa Rita do Sapucaí,
com 480 metros de comprimento e altura de 28 metros. Sua
construção impedirá as enchentes
do Rio Vargem Grande e o transbordamento do Sapucaí,
que recebe suas águas.
“Os recursos, e esta é uma questão
fundamental, estão assegurados. O cronograma para
a sua liberação, que obviamente coincide
com o cronograma estabelecido para as obras, e o nosso
objetivo é que realmente, até o ano de 2010,
nós tenhamos os três barramentos concluídos”,
afirmou. Líder
nacional
A Copasa investiu no ano passado R$ 842 milhões
em melhoria e implantação de sistemas
de abastecimento de água e esgotamento sanitário
em Minas. O número de municípios atendidos
com prestação de serviços de água
passou de 570 em 2005, para 584 em 2006.
Entre 2003 e 2007, a Copasa investiu mais de R$ 2 bilhões
e aumento de 10 milhões para 12 milhões
o número de consumidores atendidos. Até
2010, estão previstos investimentos de mais R$
3 bilhões. “Jamais se investiu tanto nesse
estado em água tratada, em esgotamento sanitário,
quanto se investe neste último período
de governo e isso nos dá condições
agora de planejarmos o futuro de Minas”, afirmou
Aécio Neves.
A empresa é a primeira empresa de saneamento
do país em rentabilidade, tendo registrado em
2006 lucro líquido de R$ 356 milhões,
23,5% maior que o lucro apurado no ano anterior (R$
289 milhões). Até 2003, a Copasa registrava
prejuízos continuados por 11 anos. Desde então,
a empresa vem apresentando lucro e os resultados positivos
têm sido crescentes. Isso permitiu que a empresa
abrisse o seu capital, em 2006, com as ações
negociadas na Bovespa.
Também participaram da solenidade, os prefeitos
de Itajubá, Benedito Pereira dos Santos; de Santa
Rita do Sapucaí, Ronaldo de Azevedo Carvalho;
e de Pouso Alegre, Luciano Reis da Silva, e o diretor-presidente
da Copasa, Márcio Nunes.
Fonte Agência Minas - Jornal o Vale da Eletrônica
- Edição 578 - 23 de junho
|
| |
|
| |
|
Fonte:

- jornalvale@yahoo.com.br |